Pular para o conteúdo
Hub News
Educação Paraná

Álbum dos Titãs e poesia indígena entram nas listas do vestibular no PR

As seleções de UFPR, UEL, UEPG e Unicentro para os próximos processos juntam romances do século 19, poesia indígena contemporânea e, na universidade de Londrina, um disco de rock de 1986.

Por Hub News

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Uma pilha de livros ao lado de uma xícara de café em uma mesa de madeira, perfeita para estudo.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Marta Nogueira via Pexels

Quem vai prestar vestibular nas universidades públicas do Paraná terá de ler bem mais do que o cânone escolar. As relações de obras obrigatórias da UFPR, da UEL, da UEPG, da Unicentro e da Unioeste abrem espaço para escritoras, autores indígenas e negros, teatro, poesia e até um disco de rock — e cobram do candidato a leitura de linguagens que não se estudam do mesmo jeito.

O que cada universidade pede

Na UEL, a lista do Vestibular 2027 tem oito obras, e a mais inesperada delas não é um livro: Cabeça Dinossauro, disco que os Titãs lançaram em 1986, entrou oficialmente na relação. Dividem a página com o álbum o teatro de Oswald de Andrade, em O Rei da Vela; o romance Niketche, da moçambicana Paulina Chiziane; e Torto Arado, de Itamar Vieira Junior.

A UFPR mexeu na parte de literatura brasileira para 2027. Entraram Eu, de Augusto dos Anjos, O Quinze, de Rachel de Queiroz, e O Demônio Familiar, escrito por José de Alencar. Saíram do caderno Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, O Livro das Semelhanças e as Liras de Marília de Dirceu. A universidade afirma que busca reunir períodos, gêneros e contextos diferentes, e que as questões cobram também o olhar histórico, social e estético sobre os textos.

A relação do Vestibular 2026 da UEPG, que dá entrada em 2027, vai de Lima Barreto, com Clara dos Anjos, a Márcia Wayna Kambeba, autora de Ay Kakyri Tama: Eu moro na cidade, poemas sobre identidade e território indígena. No meio do caminho estão Conceição Evaristo, Carlos Drummond de Andrade e, outra vez, Torto Arado. Já a Unicentro usa uma lista só para os ingressos de 2026 e 2027, e nela Machado de Assis, Guimarães Rosa e Lygia Fagundes Telles aparecem ao lado de Luiza Romão, Paulo Fehlauer, Julie Dorrico e Ruth Guimarães.

Como estudar listas assim

Rodrigo Wieler, assessor pedagógico de Literatura e Arte no CIPP, ligado aos colégios da Rede Positivo, disse ao Jornal União que esse conjunto pede outro tipo de estudo: “uma leitura mais atenta e menos baseada na memorização”, e não decorar enredo e características de escola literária. Segundo ele, resumos e análises ajudam, mas “deixam de lado detalhes do enredo” e os recursos de linguagem que costumam cair nas provas.

A recomendação dele é intercalar romances longos com contos, poemas ou peças, para não travar semanas em um único título, e anotar os trechos que parecerem centrais. No caso do disco dos Titãs, avisa, ouvir não basta: as perguntas tratam das letras como texto literário. Entre as leituras mais duras, aponta Augusto dos Anjos, cujos poemas juntam vocabulário científico e pessimismo — mesmo com glossário, os alunos costumam ter dificuldade para chegar ao sentido.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.