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Temporais deixam três mortos e 611 desabrigados no Paraná

O balanço do estado aponta 83 municípios com danos, 2.200 pessoas desalojadas e 3.500 residências atingidas; a Defesa Civil mantém avisos de enxurrada enquanto o solo segue encharcado.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Árvore arrancada repousa na rua suburbana após uma tempestade violenta, mostrando o poder da natureza.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: April Yang via Pexels

Os temporais que atravessaram o Paraná entre a noite de segunda-feira (21) e a manhã de terça-feira (22) deixaram três mortos, segundo o Bonde. O levantamento aponta ainda 611 pessoas desabrigadas, 2.200 desalojadas e 3.500 residências danificadas em 83 municípios, com cerca de 24 mil moradores atingidos de alguma forma.

O aviso de tempestade severa emitido no fim da tarde de segunda alcançava 214 cidades paranaenses, 28 delas na faixa vermelha, e falava em granizo, chuva acima de 100 milímetros em um dia e rajadas superiores a 100 km/h. Os ventos efetivamente medidos ficaram abaixo disso: 80 km/h em Curitiba, Maringá e Foz do Iguaçu, e 64,4 km/h em Francisco Beltrão, onde um carro foi levantado pela rajada e arremessado sobre outro veículo.

Raios e chuva acumulada

Só entre a meia-noite e as 9h de terça-feira, os sensores do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) captaram 6.773 raios do tipo nuvem-solo em território paranaense, informou o Tribuna do Paraná. Na segunda, Londrina teve o maior número entre as cidades do levantamento, com 404 descargas; Cerro Azul, Castro e Ortigueira vieram logo atrás.

A água acumulada também chamou atenção. Assis Chateaubriand somou 93,8 milímetros em 24 horas, e a capital, 65,6 mm. Em Arapongas, foram contabilizadas 60 ocorrências e 40 árvores no chão.

Sem luz, sem venda e sem plantio

O efeito mais imediato foi a falta de energia. Ao Tribuna do Paraná, o gerente técnico do Sistema FAEP, Jefrey Albers, afirmou que "até 150 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica" entre segunda e terça. Ele relatou barracões e granjas sem telhado, postes no chão e granizo no interior, e disse que a chuva sem trégua vem travando a semeadura da soja — parte dos produtores ainda não começou o plantio e espera o solo secar para entrar com máquina.

O apagão bateu também no balcão. Flávio Furlan, que preside a Faciap — entidade que reúne as associações comerciais paranaenses —, ponderou ao mesmo jornal que loja sem eletricidade não recebe por Pix, cartão nem aplicativo de entrega, e que o movimento despenca quando o cliente decide não sair de casa por causa do alerta. A federação estuda com as associações locais a abertura de linhas de crédito emergenciais.

O que vem pela frente

A frente fria já se desloca para o Sudeste, mas o tempo não firma de vez no estado. As pancadas passam a se concentrar no Leste — o que inclui a região metropolitana da capital e o litoral — e também no Norte e no Norte Pioneiro, enquanto o risco de vendaval cede no Oeste e no Sudoeste. A Defesa Civil estadual segue com avisos de enxurrada, destelhamento e queda de galhos enquanto o terreno continuar saturado. Em Londrina, a previsão é de mínima de 13°C e máxima de 27°C, com o sol de volta na quinta-feira (24).

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