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Setembro Verde: Sesa pede que doadores de órgãos avisem a família no Paraná

Recusa familiar no estado é de 30%, a menor do país ao lado de Santa Catarina; desde 2011, o Paraná somou cerca de 5,5 mil doações e 10 mil transplantes, segundo a Secretaria da Saúde.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Equipe de cirurgiões trabalhando diligentemente em uma sala de operação bem iluminada.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Jonathan Borba / Pexels

Quem deseja ser doador de órgãos no Paraná deve deixar a decisão clara para a família. Esse é o ponto central da mensagem da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) no Setembro Verde, mês de incentivo à doação, porque são os parentes que dão a autorização final para que os órgãos sejam retirados.

A doação pode salvar quem aguarda transplante de coração, pulmão, fígado, rim ou pâncreas, além de córneas e outros tecidos. De acordo com números da Sesa divulgados pelo G Mais Notícias, o estado somou perto de 5,5 mil doações e 10 mil transplantes entre 2011, quando foi criado o Sistema Estadual de Transplantes (SET), e o fim de 2025.

A recusa das famílias, hoje em 30%, é a mais baixa do Brasil, empatada com a de Santa Catarina. Na média nacional, o índice chega a 45%. A secretaria afirma que trabalha para reduzir ainda mais essa taxa.

A estrutura se apoia nas Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), com sedes em Curitiba, Maringá, Londrina e Cascavel. Elas identificam possíveis doadores, avaliam cada caso, cuidam da captação e do transporte e orientam os parentes. Pelo estado, 108 hospitais têm autorização do Ministério da Saúde para avisar a central estadual quando há um potencial doador.

Cerca de 700 profissionais atuam no sistema, distribuídos em 71 comissões hospitalares formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Há ainda 37 equipes que transplantam órgãos e 84 dedicadas a tecidos, como medula, córnea, pele, osso e válvula cardíaca.

O deslocamento dos órgãos usa carros, helicópteros e aviões. Em 2025, as aeronaves da Divisão de Transporte Aéreo da Casa Militar cumpriram 126 missões ligadas a transplantes, somando 367 horas de voo. No começo de setembro deste ano, já eram 95 missões.

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