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Agropecuária Paraná

Saca de trigo passa de R$ 78 no Paraná mesmo com colheita em ritmo acelerado

Média estadual no atacado chegou a R$ 79,02 em 11 de setembro, segundo o Deral, mas a cotação encosta no custo variável de R$ 77,18 e o excesso de chuva ameaça a produtividade no Sudoeste.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Cena de campo com um colhedor e um trator durante a colheita em Entre Rios, Brasil.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: André Ulysses De Salis / Pexels

O trigo segue ganhando valor no Paraná em plena colheita, época em que a chegada de grão novo costuma pressionar os preços para baixo. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a média paga pela saca no atacado alcançou R$ 79,02 em 11 de setembro.

Se o valor médio de setembro fechar acima dos R$ 74,90 registrados em agosto, o cereal somará sete meses seguidos de alta no estado. Há um ano, a saca era vendida em média por R$ 71,62.

Entre as praças acompanhadas pelo Deral, Castro, nos Campos Gerais, aparecia com R$ 79,20, enquanto Ubiratã, Marechal Cândido Rondon e Pato Branco giravam em torno de R$ 78.

Preço alto, margem curta

A valorização não se traduz automaticamente em lucro no campo. O próprio Deral calculou em agosto um custo variável de R$ 77,18 por saca, praticamente o que o mercado paga hoje. E a política de garantia da União assegura, na Região Sul, R$ 78,51 pela saca do tipo pão 1 — acima de parte das cotações atuais.

Colheita corre contra a chuva

Em uma semana, a área colhida saltou de 5% para 20% do total estimado, à frente dos cerca de 12% registrados em igual período da safra anterior. Segundo a Gazeta do Paraná, o calor e a pressa dos agricultores em aproveitar os dias secos antes de novas chuvas explicam o ritmo.

Os primeiros rendimentos, porém, vêm abaixo do esperado, informou o jornal. Desde agosto, a metade sul do estado recebeu chuva em volume elevado. No Sudoeste, a umidade atrapalhou a aplicação de fungicidas e favoreceu doenças como giberela, brusone e manchas nas folhas; em pontos isolados, ventanias chegaram a deitar as plantas.

Ainda de acordo com a Gazeta do Paraná, além do clima, a redução da área semeada em algumas regiões e o cenário internacional ajudam a manter as cotações firmes. A próxima fase da colheita alcança justamente as lavouras mais castigadas pela chuva, e é dela que depende saber quanto trigo vai de fato sair do campo e em que condição.

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