Queixas de pressão sobre o voto de empregados chegam a 18 no Paraná, diz MPT
Ministério Público do Trabalho soma 380 casos no país neste ano; audiência híbrida em Curitiba no dia 24 discute o tema e a liberdade sindical, sem necessidade de inscrição prévia.
Dezoito das 380 denúncias de assédio eleitoral em relações de trabalho que o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu em 2026 vieram do Paraná, segundo números do órgão divulgados pelo Jornal União. O MPT alerta que as queixas costumam crescer conforme a votação se aproxima, com pico no intervalo entre o primeiro e o segundo turno.
O assédio se caracteriza quando alguém que tem poder na relação profissional — o patrão, um chefe ou outra pessoa ligada ao emprego — usa essa posição para constranger o funcionário a votar em determinado nome ou a se manifestar politicamente. Entre os exemplos apontados pelo órgão estão ameaçar demitir ou cortar benefícios de acordo com o resultado das urnas, cobrar apoio a uma candidatura e pressionar empregados a comparecer a atos de campanha.
Audiência aberta no dia 24
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O tema entra na pauta de uma audiência coletiva que a unidade paranaense do MPT (MPT-PR) realiza na quinta-feira, 24 de setembro. Quem quiser acompanhar pode ir pessoalmente ao auditório da sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região, na capital, ou assistir pelo canal do MPT-PR no YouTube. Não é preciso se inscrever.
O encontro também vai tratar de negociação coletiva, liberdade sindical e atos antissindicais, ou seja, condutas que atrapalham a organização dos trabalhadores e a atuação dos sindicatos. Outros pontos em debate são a contribuição das entidades sindicais para a diversidade e a inclusão no mercado de trabalho e a proteção de empregados e dirigentes durante greves e negociações.
Estão previstas exposições de Patrícia Blanc Gaidex e Virgínia Leite Henrique, procuradoras do Trabalho; da procuradora regional Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes; e do procurador regional Alberto Emiliano de Oliveira Neto, que coordena em âmbito nacional a Conalis, braço do MPT voltado à liberdade sindical e ao diálogo social.
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