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Paraná é o 2º estado com mais autorizações de doação de órgãos em cartório

Desde 2024, 3.818 paranaenses registraram pela internet a intenção de doar, segundo o Colégio Notarial do Brasil; o serviço é gratuito e a palavra final continua sendo da família.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Brett_Hondow via Pixabay

O Paraná é o segundo estado com mais pedidos de autorização eletrônica de doação de órgãos feitos em cartório: 3.818 desde que o serviço foi criado, em 2024. O levantamento é do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) e chega a poucos dias do Dia Nacional de Doação de Órgãos, lembrado em 27 de setembro.

Em todo o país, 32.587 pessoas já fizeram o registro, e só São Paulo tem mais manifestações que os paranaenses, com 9.399. Há pedidos em todas as unidades da federação. O ritmo, porém, vem caindo: foram 18.659 registros em 2024, 8.886 em 2025 e 5.042 em 2026, conforme os números mais recentes da plataforma.

Como fazer o registro

O caminho é gratuito e corre inteiramente pela internet, informa o CNB/CF. Quem quer se manifestar entra na plataforma da Aedo, hospedada no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas. Em seguida, um tabelião faz uma videoconferência para confirmar quem é a pessoa e o que ela pretende doar. A manifestação recebe assinatura eletrônica e entra na Central Nacional de Doadores de Órgãos, que fica disponível ao Sistema Nacional de Transplantes.

Dá para indicar quais órgãos e tecidos serão doados e cancelar a autorização a qualquer momento. Nenhuma das etapas exige ir ao cartório presencialmente.

A fila e a palavra da família

Mais de 49 mil pessoas esperam por um transplante no Brasil, cerca de 45 mil delas por um rim, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados neste mês. Na espera por uma córnea estão 37.719 pessoas, 15% a mais do que em dezembro de 2025, conforme levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Ainda que a vontade esteja registrada em cartório, a retirada dos órgãos depende da concordância dos parentes. A taxa de recusa familiar gira em torno de 45%, e o CNB/CF aponta como razões mais comuns o desconhecimento do que o doador queria e receios sobre o procedimento.

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela”, disse o presidente do CNB/CF, Eduardo Calais, em declaração publicada pela Folha de Londrina.

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