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Paraná deve ter 2.040 diagnósticos de câncer ginecológico neste ano

A estimativa do INCA reúne colo do útero, ovário e endométrio; a vacinação contra o HPV segue disponível, e o Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro o resgate de quem tem 15 a 19 anos.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: MasterTux via Pixabay

O Paraná deve somar 2.040 novos diagnósticos de câncer ginecológico em 2026, segundo estimativas do INCA citadas pelo Bem Paraná. A maior parte, 1.120, é de tumor no colo do útero. Os de ovário somam 470, e os que se formam no corpo do útero, 450. No país inteiro, a conta dos três chega perto de 37 mil. Em Curitiba, são esperados 100 casos no corpo do útero e outros 100 de ovário neste ano.

Entre as mulheres brasileiras, o tumor do colo do útero é o terceiro mais frequente quando se deixam de fora os cânceres de pele não melanoma. Ele também é o mais evitável do grupo: está ligado à infecção persistente por tipos do HPV que provocam câncer, e conta com vacina e exame de rastreamento capazes de agir antes de a doença aparecer.

Quem pode se vacinar

O calendário nacional prevê dose única contra o HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Quem tem de 15 a 19 anos e ficou sem a vacina ainda pode buscá-la: o Ministério da Saúde estendeu essa recuperação até 31 de dezembro.

Os sinais que pedem consulta

Nos outros dois tumores não existe rastreamento de rotina para quem não tem sintomas, e aí a atenção da própria mulher pesa mais. No ovário, barriga que incha com frequência, desconforto na região pélvica, saciedade logo no início da refeição e mudança no funcionamento do intestino ou da bexiga são queixas comuns a muitas condições — o que acende o alerta é a persistência. Já no corpo do útero o sinal é mais direto: sangramento depois da menopausa precisa ser investigado, e quem ainda menstrua deve relatar alterações no padrão.

Segundo o Bem Paraná, a oncologista clínica do Instituto de Oncologia do Paraná Rosane R. Johnsson resume o ponto: "Depois da menopausa, não existe um sangramento que deva simplesmente ser atribuído à idade." Ela acrescenta que o histórico da família importa — casos de câncer de ovário entre parentes, vários diagnósticos na mesma família ou doença em idade pouco habitual devem ser contados ao médico.

A doença ainda mata muito: o registro oficial mais recente aponta 7.493 mortes por câncer do colo do útero e 4.567 por câncer de ovário no Brasil em 2024.

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