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Lojas de departamento puxam alta de 1,53% no varejo paranaense

Oito dos 12 setores pesquisados pela Fecomércio venderam mais no primeiro semestre, e Londrina cresceu mais de quatro vezes a média do estado; vestuário e óticas ficaram no vermelho.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Vista de cima de uma loja de varejo, com escadas rolantes e prateleiras de produtos
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Pixabay / Pexels

O comércio do Paraná fechou a primeira metade de 2026 faturando 1,53% a mais do que no mesmo intervalo do ano passado, conforme o Hoje PR. O número sai da Pesquisa Conjuntural da Fecomércio PR e se apoia em oito dos 12 segmentos acompanhados, além de cinco das seis regiões cobertas pelo levantamento.

As lojas de departamentos foram o destaque, com alta de 13,66%. No que o consumidor compra toda semana, o movimento foi bem mais tímido: o supermercado praticamente não saiu do lugar, com 0,50%. Os combustíveis subiram 1,26%, e as farmácias, 2,53%. Os calçados ganharam 1,47%, enquanto móveis, decoração e utilidades domésticas avançaram 1,13%. As concessionárias de veículos fecharam com 3,62%, e livrarias e papelarias, com 6,13%.

Do outro lado, quatro atividades seguem perdendo. A retração mais funda foi a de óticas e do ramo de cine-foto-som, de 10,91%. Vestuário e tecidos recuaram 5,81%, materiais de construção caíram 3,41% e autopeças, 3,11%.

Londrina na frente

O ritmo varia bastante pelo estado. Londrina cresceu 6,39%, mais de quatro vezes a média paranaense, empurrada pelas lojas de departamentos, que subiram 16,32%, e pelas concessionárias, com 15,49%. Ponta Grossa também ficou acima da média estadual, com 3,57%, e ali o setor de departamentos avançou 13,91%.

Para o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, o semestre mostra um comércio que resiste, ainda que o avanço seja modesto e desigual entre os setores. Ele aponta um consumidor mais seletivo, pressionado por endividamento alto, juros caros e crédito difícil, o que deixa menos margem para compras de valor maior.

Schmidt acrescentou que a economia brasileira dá sinais de desaceleração, o que pede atenção dos empresários, mas que a projeção da Confederação Nacional do Comércio aponta crescimento do varejo também no segundo semestre.

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