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Justiça torna réus três acusados de golpe com empresa de eventos no norte do Paraná

Segundo o MP-PR, a Filia Eventos vendeu casamentos e formaturas que não foram realizados em Maringá, Londrina e Rolândia; o prejuízo estimado passa de R$ 2,6 milhões e atinge 124 vítimas.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Um close de um martelo sobre uma mesa de tribunal representando a lei e a justiça.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Boko Shots via Pexels

Três pessoas ligadas à Filia Eventos passaram a responder na Justiça por estelionato contra 124 clientes, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e aceita pelo Judiciário, conforme noticiou o g1. Os réus — Simone da Luz Barbosa, Luana Cristina da Luz Barbosa e Julio Cesar Bosi — acompanham o processo em liberdade.

De acordo com a acusação, entre janeiro de 2023 e agosto de 2024 a empresa vendeu pacotes fechados para festas — aluguel do salão, bufê e decoração — com valores menores que os praticados no mercado e parcelas facilitadas. Os eventos, marcados para Maringá, Londrina e Rolândia, não foram entregues. O MP-PR calcula o prejuízo dos consumidores em R$ 2.647.280,12.

Contratos mesmo sem condições de cumprir

A promotoria sustenta que a Filia seguiu fechando contratos enquanto a situação financeira piorava e ela já não tinha estrutura para realizar as festas. O dinheiro dos novos clientes, segundo a denúncia, cobria gastos urgentes da própria empresa, numa tentativa de manter "uma falsa aparência de normalidade nas atividades".

Para esconder a origem dos valores, ainda segundo o Ministério Público, o grupo recorria a máquinas de cartão e a estruturas registradas em nome de outras pessoas. Os pagamentos eram repartidos em quantias pequenas entre várias contas bancárias e, depois, acabavam incorporados ao patrimônio dos acusados, usados em despesas pessoais do dia a dia.

Além da condenação, o MP-PR pediu que a sentença estabeleça um valor mínimo de indenização por danos materiais para cada uma das 124 vítimas identificadas.

O que dizem os acusados

O g1 informou ter tentado ouvir os advogados de Julio Cesar Bosi e de Luana, sem retorno até a publicação da reportagem. No sistema do Tribunal de Justiça do Paraná, Simone ainda não tinha advogado registrado no processo.

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