Instagram de Dallagnol sai do ar após ordem da Justiça Eleitoral do Paraná
A conta do candidato ao Senado ficou indisponível no começo da noite de sexta-feira, um dia depois de o TRE-PR mandar limpar o perfil de propaganda eleitoral sob pena de desativação.
O perfil de Deltan Dallagnol (Novo) no Instagram ficou fora do ar no começo da noite de sexta-feira (25). Na véspera, a Justiça Eleitoral paranaense lhe havia dado o prazo de um dia para limpar a conta de qualquer conteúdo de campanha — ou desativá-la. A assessoria do candidato ao Senado confirmou ao D Ponta News que a conta saiu do ar por causa dessa decisão, sem esclarecer se a retirada foi feita por ele, pela plataforma ou por outro caminho de cumprimento. Para a equipe dele, o episódio expõe "tempos sombrios para a democracia brasileira".
A ordem, assinada na quinta-feira (24) pela magistrada Cláudia Cristina Cristofani, nasceu de uma denúncia registrada no sistema Pardal: para o tribunal, o perfil seguia veiculando material eleitoral mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral suspender, na segunda (21), todos os atos de campanha do ex-procurador, em qualquer meio. A comprovação do cumprimento também foi exigida nos autos.
A reação do candidato
Antes de a conta desaparecer, Dallagnol havia respondido pela própria rede. Trocou a foto do perfil por uma imagem em que aparece com uma faixa sobre a boca e a palavra "censurado", e gravou um vídeo em que se descreve como o único candidato da história do país impedido de fazer campanha. "As pessoas podem votar e pedir voto pra mim, mas eu não posso falar", disse, segundo o HojePR. Ele afirmou que vai insistir na candidatura.
O que ele quer se o registro cair
Em nota divulgada na quinta-feira, Dallagnol disse preferir uma nova eleição para o Senado caso o TSE indefira sua candidatura, informou o Mural do Paraná.
A campanha segue parada desde a decisão do dia 21, que se apoiou no julgamento de 2023, segundo o HojePR. Naquele ano, ainda deputado federal, Dallagnol teve o mandato cassado e ficou inelegível quando o tribunal entendeu que houve fraude à Lei da Ficha Limpa no pedido de exoneração do cargo de procurador da República, apresentado em novembro de 2021, época em que ele respondia a procedimentos disciplinares no Ministério Público Federal. No início de setembro, o TRE-PR liberou a candidatura por avaliar que aquela inelegibilidade não o alcança mais, e voltou a deferir o registro depois da suspensão — decisão que ainda será analisada pela corte superior.
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- Mural do Paraná — Deltan admite que quer provocar nova eleição para o Senado 25/09/2026
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