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Greve dos Correios no Paraná vai ao TST; empresa diz ter plano para manter entregas

Estatal recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho depois que a categoria rejeitou proposta com reajuste pelo INPC; empresa fala em plano de continuidade, mas atrasos nas entregas são possíveis.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Caixas de papelão paradas em frente às docas de carga fechadas de um armazém.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: BOOM 💥 Photography via Pexels

A paralisação dos empregados dos Correios no Paraná, iniciada às 22h de quinta-feira (10) e sem prazo para acabar, passou a ser disputada também na Justiça do Trabalho. Segundo a Gazeta do Paraná, a estatal recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) depois que a categoria recusou a oferta feita na negociação e decidiu seguir parada.

A greve foi aprovada em assembleias convocadas pelo Sintcom-PR, sindicato que representa os trabalhadores postais no estado, em várias cidades paranaenses. Em Curitiba, a votação aconteceu na sede da entidade, no Rebouças, conforme o Bem Paraná. O movimento acompanha a orientação das federações nacionais da categoria.

O que cada lado diz

O ponto de ruptura foi a assistência médica. De acordo com o Bem Paraná, numa audiência no TST a empresa sustentou a intenção de mudar seu papel de mantenedora do plano de saúde — alteração que, para os sindicatos, pode encarecer o custo e reduzir a cobertura de funcionários, aposentados e dependentes. A lista de reivindicações inclui ainda reposição da inflação, manutenção dos benefícios, convocação dos aprovados em concurso e oposição ao fechamento de agências.

Os Correios, por sua vez, afirmam que a oferta rejeitada conservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo e corrigia salários e benefícios pela variação integral do INPC, segundo a Gazeta do Paraná.

E as encomendas?

Ainda de acordo com o jornal, a empresa diz ter posto em prática um plano de continuidade, com deslocamento de equipes, reforço em algumas operações e mudanças na logística. Na prática, a greve não significa que agências e entregas pararam por completo, mas atrasos podem ocorrer, conforme a duração do movimento e a adesão em cada unidade. Até sábado (12), não havia balanço consolidado de quantos trabalhadores cruzaram os braços em cada cidade.

Segunda-feira (14) é o primeiro dia útil inteiro desde o começo da paralisação. Quem aguarda objeto pode acompanhar o rastreamento pelos canais oficiais dos Correios.

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