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Com 13 tornados no ano, Paraná entra na rota de caçador de tempestades americano

O jovem norte-americano conhecido como NaderMike chegou ao RS para 14 dias de expedição pelo Sul, enquanto o Simepar alerta que a primavera favorece temporais isolados com vento forte e granizo.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Nuvem de supercélula formando-se sobre campo aberto, cena típica de caça a tempestades
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: DerTobiSturmjagd via Pixabay

O Paraná já soma 13 tornados confirmados pelo Simepar em 2026, contados até o começo de setembro, e é essa estatística que atraiu para a Região Sul um caçador de tempestades dos Estados Unidos. Mike Plemmons, de 19 anos, conhecido nas redes como NaderMike, desembarcou no Rio Grande do Sul na sexta-feira (25) com uma equipe, para uma expedição de 14 dias atrás de tempestades severas, granizo grande e possíveis tornados.

O roteiro depende do tempo: a equipe pretende circular entre gaúchos, catarinenses e paranaenses conforme os sistemas se formarem, e Plemmons disse em vídeos nas próprias redes que quer transmitir ao vivo eventuais formações. "Cheguei no RS, Brasil. Amanhã descansamos e nos instalamos", escreveu ele no X. O pesquisador amador ganhou projeção documentando tornados e furacões nos EUA e vinha comentando episódios paranaenses antes da viagem, entre eles o temporal de 21 de setembro em Francisco Beltrão.

O que diz o Simepar

Os dois casos mais recentes da contagem estadual foram registrados no Centro-Sul, em Espigão Alto do Iguaçu, e no Noroeste, em Francisco Alves, entre os dias 9 e 10 do mês. Um segundo evento em Espigão chegou a ser anunciado como o 14º tornado do ano, mas a vistoria dos estragos levou o instituto a reclassificá-lo como downburst, uma rajada descendente muito forte que se espalha ao atingir o chão. Com o temporal de Francisco Beltrão aconteceu o mesmo: a hipótese de tornado foi descartada e o fenômeno ficou registrado como microburst.

Em entrevista coletiva, a meteorologista Julia Munhoz, do Simepar, explicou que a passagem para a primavera favorece tempestades isoladas, que podem evoluir para eventos severos com vento forte e granizo. O encontro de ar úmido vindo da Amazônia com massas frias do sul do continente ajuda a formar supercélulas, tempestades com rotação que respondem pelos tornados mais intensos do país. A presença do El Niño no Pacífico reforça a instabilidade.

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