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Política Paraná

Candidatos ao Senado pelo Paraná já empenharam R$ 16 milhões em um mês de campanha

Dinheiro dos fundos partidário e eleitoral responde por 90% das receitas; Gleisi Hoffmann lidera a arrecadação, e Deltan Dallagnol já gastou cerca de R$ 1,2 milhão a mais do que recebeu.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Close-up de calculadora, caneta e lupa sobre documentos financeiros.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Towfiqu barbhuiya via Pexels

Os nove candidatos que disputam as duas vagas do Paraná no Senado declararam à Justiça Eleitoral, até terça-feira (15), receitas de R$ 17,6 milhões. Desse total, R$ 16,04 milhões, o equivalente a 91,1%, já foram comprometidos com despesas. Os números são de um levantamento do Bem Paraná com base no DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne as prestações de contas das candidaturas.

Cinco campanhas passaram da casa do milhão em arrecadação. A situação de cada candidato, em receitas e em gastos, segundo o levantamento:

  • Gleisi Hoffmann (PT) — arrecadou R$ 4,46 milhões e gastou R$ 3,16 milhões;
  • Filipe Barros (PL) — arrecadou R$ 3,82 milhões e gastou R$ 1,47 milhão;
  • Cristina Graeml (PSD) — arrecadou R$ 3,53 milhões e gastou R$ 2,06 milhões;
  • Deltan Dallagnol (Novo) — arrecadou R$ 2,6 milhões e gastou R$ 3,8 milhões;
  • Alexandre Curi (Republicanos) — arrecadou R$ 2,32 milhões e gastou R$ 3,22 milhões;
  • Dr. Rosinha (PT) — arrecadou R$ 865,5 mil;
  • Karen Guerreiro (Missão) — arrecadou R$ 25 mil.

Marcelo Marcelino (PCO) e Joaquim do MLB (UP) não haviam registrado nenhuma receita até a data da consulta. Maior gastador da lista, Dallagnol tem despesas cerca de R$ 1,2 milhão acima do que declarou ter recebido.

De onde vem o dinheiro

A campanha ao Senado no estado é bancada principalmente por recursos públicos. Os repasses dos partidos, que saem do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, somam R$ 15,86 milhões, ou 90,1% de tudo o que foi arrecadado.

O restante se divide em fatias pequenas. Doações de pessoas físicas chegam a R$ 778,3 mil (4,42%), com Curi à frente, com R$ 448 mil, seguido por Dallagnol, com R$ 193,9 mil. Os próprios candidatos puseram R$ 490,5 mil (2,79%) nas campanhas — R$ 430 mil saíram do bolso de Dallagnol e R$ 50 mil do de Gleisi.

Completam a conta R$ 305,6 mil em doações feitas pela internet (1,74%), R$ 166,8 mil de financiamento coletivo (0,95%) e R$ 1,38 mil repassados por outros candidatos (0,01%).

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