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Aeroportos de Curitiba, Foz e Londrina passam ao controle de grupo mexicano

A Motiva concluiu a venda da sua plataforma aeroportuária por R$ 12,2 bilhões, e a ASUR assume Afonso Pena, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina até o fim da concessão, em 2051.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Fachada do Aeroporto Internacional Afonso Pena, com o estacionamento em primeiro plano
Foto: Clediney Boeira da S… / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Os quatro aeroportos paranaenses que estavam sob a Motiva mudaram de dono. Quem passa a operá-los é o Grupo Aeroportuario del Sureste, a ASUR, empresa mexicana que fechou a compra de toda a plataforma aeroportuária da companhia brasileira. Entram no pacote o Afonso Pena, na região metropolitana da capital, o Bacacheri, em Curitiba, o terminal de Foz do Iguaçu e o Governador José Richa, em Londrina.

A conclusão do negócio foi anunciada pela Motiva na terça-feira, 1º, conforme o Hoje PR. A conta fechou em R$ 12,211 bilhões: R$ 5,187 bilhões pelas ações da CPC Holding, que reunia as participações nos terminais, e R$ 7,024 bilhões em dívidas ligadas a esses ativos.

Para quem embarca, nada muda por ora. A troca de controlador não mexe nos contratos de concessão, firmados no Bloco Sul da sexta rodada de concessões aeroportuárias e válidos até novembro de 2051. A Motiva informou que haverá um período de transição, durante o qual seguirá apoiando áreas administrativas como folha de pagamento, compras e tecnologia. Os empregados da plataforma estão sendo transferidos para a ASUR.

A compra é bem maior que o Paraná: são 20 aeroportos na América Latina, 17 deles no Brasil e três fora do país, que juntos recebem por ano cerca de 45 milhões de passageiros e reúnem mais de 200 rotas regulares. A ASUR já era um dos maiores operadores do setor no continente.

No estado, os terminais têm pesos diferentes. O Afonso Pena é a principal entrada aérea do Paraná. Foz do Iguaçu vive do fluxo turístico internacional. Londrina atende uma das áreas de maior movimento econômico do interior. O Bacacheri não tem voos comerciais regulares, mas registra mais de 30 mil pousos e decolagens por ano e figura entre os aeroportos de aviação geral mais movimentados do país.

Do outro lado do balcão, a Motiva afirma que a venda serve para concentrar investimento em rodovias e ferrovias e para abater dívida. A expectativa da empresa é que a alavancagem caia de 3,7 vezes para algo perto de três vezes.

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