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Paraná tem risco alto de tornado nesta sexta; veja como se proteger

A Climatempo aponta alto risco para a formação de tornados no estado ao longo desta sexta-feira, e a Defesa Civil estadual mantém alerta de perigo para chuva forte e vento.

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Imagem ilustrativa: Itens de um kit de emergência dispostos sobre uma mesa: estojo de primeiros socorros, lanterna, rádio, água engarrafada e alimentos enlatados.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Roger Brown / Pexels

O Paraná passa esta sexta-feira (11) sob risco alto de tornado, segundo a classificação da Climatempo. O aviso vale para o dia inteiro e alcança o estado como um todo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê temporais com rajadas que, em alguns pontos, podem bater nos 100 km/h, e a Defesa Civil estadual também emitiu alerta de perigo para o período.

Não é um evento raro por aqui. Só neste ano o estado já teve 12 tornados confirmados, e o Sul do Brasil integra o segundo maior corredor de formação desse fenômeno no planeta.

Para quem está numa das áreas de risco, o Bem Paraná reuniu as orientações da Save the Children, organização fundada em Londres em 1919 e que atua em mais de 100 países. Elas se dividem entre o que fazer antes e o que fazer no momento da passagem.

Antes: escolher o cômodo e montar o kit

O primeiro passo é decidir, com calma, para onde a família corre. O ponto mais seguro da casa costuma ser um cômodo interno do piso mais baixo, sem janela e longe das paredes externas. Vale combinar isso com todo mundo, montar um plano de emergência e deixar pronto um kit com o essencial.

Com criança em casa, a recomendação é conversar sobre o assunto em linguagem simples, sem dramatizar, e ensaiar o deslocamento até o abrigo algumas vezes. Perguntar à escola qual é o protocolo dela em caso de temporal também entra na lista, principalmente na zona rural.

Outro ponto é aprender a reconhecer os sinais de que a tempestade está virando algo pior: céu com tonalidade esverdeada e escura, queda de granizo, nuvem carregando detritos e um estrondo contínuo ao longe.

Durante: sair da janela e proteger a cabeça

Chegando o momento, o abrigo tem de ser imediato. Quem tem porão desce para ele; quem não tem procura o cômodo interno já escolhido, no andar mais baixo. Janelas e paredes voltadas para fora devem ser evitadas.

Se a pessoa estiver na rua e não tiver para onde correr, a orientação é deitar de bruços numa parte baixa do terreno e cobrir a cabeça e a nuca com os braços. Durante todo o episódio, convém manter o rádio ou o celular acompanhando as atualizações.

Passado o susto, ainda há o que fazer: verificar se alguém se machucou e olhar em volta antes de circular, porque fio caído, telha solta e estrutura danificada continuam oferecendo risco depois que o vento passa.

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