Pular para o conteúdo
Hub News
Comunidade Brasil

Setembro Azul reúne datas de luta e visibilidade da comunidade surda no país

Mês concentra o Dia Internacional da Língua de Sinais, em 23 de setembro, e o Dia Nacional do Surdo, no dia 26, além de lembrar marcos históricos da educação de pessoas surdas.

Por Hub News

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Close-up de uma mulher com camisa preta demonstrando gesto de libras contra fundo simples.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Kevin Malik / Pexels

Além da campanha de prevenção ao suicídio, setembro é também o mês de visibilidade da comunidade surda. O chamado Setembro Azul concentra datas ligadas aos direitos dessas pessoas e à valorização da Língua Brasileira de Sinais, a Libras.

O período mais movimentado vem no fim do mês. A Semana Internacional dos Surdos costuma ocorrer de 20 a 26 de setembro; dentro dela estão o Dia Internacional da Língua de Sinais, na quarta-feira (23), e o Dia Nacional do Surdo, no sábado (26).

A escolha do mês também remete a um episódio lembrado como retrocesso. Em setembro de 1880, o Congresso de Milão defendeu a oralização como modelo principal no ensino de alunos surdos, decisão que por muito tempo reduziu o espaço das línguas de sinais nas escolas.

A cor tem origem na memória das pessoas surdas e com deficiência perseguidas pelo nazismo, sobretudo no programa de extermínio Aktion T4, que segregou e matou quem o regime classificava como "inapto". O movimento surdo retomou o azul como sinal de resistência e orgulho, e a fita da campanha ganhou projeção internacional em 1999, na Blue Ribbon Ceremony, quando o pesquisador surdo Paddy Ladd a usou para homenagear as vítimas da violência contra a comunidade.

No Brasil, foi em 2002 que a Língua Brasileira de Sinais ganhou status legal, com a lei federal 10.436, marco que abriu espaço para avanços na educação, na cultura e nas instituições. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, por sua vez, assegura direitos em igualdade de condições e prevê a remoção das barreiras que impedem a participação social.

Em artigo publicado pela Folha de Irati, a autora Ariane Luz lembra que a legislação avançou, mas que fazê-la valer no dia a dia de escolas, órgãos públicos, empresas e serviços de saúde ainda é o principal desafio.

  • Setembro Azul
  • Comunidade surda
  • Libras
  • Língua de sinais
  • Inclusão
  • Acessibilidade

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens oficiais, acesse os links acima.