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Relatos apontam pressão sobre empresários que assinaram manifesto crítico ao STF

Signatários teriam recebido ligações de autoridades de Brasília citando processos judiciais; articulador do texto e assessoria do Supremo dizem não ter conhecimento dos episódios.

Por Hub News

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Design geométrico de uma fachada moderna em Brasília, destacando a arquitetura contemporânea.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: FILIPE COELHO via Pexels

Empresários paulistas que assinaram um manifesto com críticas ao Supremo Tribunal Federal teriam recebido telefonemas de autoridades de Brasília para que retirassem seus nomes do documento. Os relatos, em tom descrito como intimidatório, foram revelados pelo comentarista Caio Junqueira no programa WW, da CNN Brasil, e reportados pela Gazeta do Povo, em texto reproduzido pela Tribuna PR.

Segundo esses relatos, as ligações mencionavam a chance de processos judiciais serem reabertos ou de terem sua tramitação prejudicada caso os empresários mantivessem o apoio. A Gazeta do Povo afirma ter ouvido uma fonte que confirmou saber de abordagens desse tipo. Os autores das ligações não foram identificados.

O que dizem os citados

A assessoria do STF declarou não ter conhecimento do caso. Pedro Wongtschowski, ex-presidente da Ultrapar, que preside o Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp e participou da articulação do manifesto, também disse desconhecer episódios assim. Ele confirmou que o grupo seguirá discutindo o tema e voltará a se reunir depois do resultado da sessão do Supremo marcada para terça-feira (15).

O documento, intitulado "Pela Lei e pelo Brasil — Manifesto pela integridade das instituições e dos Três Poderes", foi divulgado em 9 de setembro e reúne 157 assinaturas.

Signatários com causas na Corte

Levantamento da Gazeta do Povo mostra que parte dos signatários está ligada a empresas com recursos e reclamações em andamento no STF, sobre temas trabalhistas, terceirização e tributos.

  • Itaú Unibanco: o ex-presidente do banco Cândido Bracher assinou o texto, e a instituição é parte em processos relatados por ministros envolvidos na atual crise do tribunal.
  • Magazine Luiza: ligada a Luiza Helena e Frederico Trajano, a empresa teve reclamações distribuídas em julho aos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, contestando decisões da Justiça do Trabalho.
  • Vale: associada ao ex-presidente Eduardo Bartolomeo, a mineradora tem reclamações sobre terceirização, uma delas distribuída em abril ao ministro Alexandre de Moraes.
  • iFood: o presidente-executivo Diego Barreto, também signatário, já esteve em audiência pública no STF sobre o vínculo de emprego entre aplicativos e entregadores.

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