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Regra europeia sobre antibióticos restringe carnes, ovos e mel do Brasil desde setembro

Bloco exige prova de que a cadeia produtiva cumpre limites no uso de antimicrobianos; o frango pode ser liberado em novembro, mas a carne bovina pode ficar de fora até 2028, estima a Fieg.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Rebanho de gado bovino pastando em um campo verde em dia nublado.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Gabriela Cheloni / Pexels

Produtos de origem animal do Brasil enfrentam, desde 3 de setembro, restrições para entrar na União Europeia. A medida atinge carnes bovina, suína e de frango, peixes de criação, ovos, mel, equinos e envoltórios como tripas, e já inquieta os exportadores, segundo o portal JNotícias.

O bloqueio decorre do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que impõe exigências sobre o uso de certos antimicrobianos, entre eles antibióticos, na criação de animais. Pela avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o ponto em discussão é a capacidade do Brasil de documentar que segue as novas regras em toda a cadeia, da fazenda ao frigorífico. A entidade frisa que nenhum problema sanitário foi encontrado na carne brasileira: o que falta é a comprovação cobrada pelos europeus.

O tempo para normalizar varia conforme o produto. No frango, a expectativa é de reversão em novembro, quando termina uma auditoria da UE. Na carne bovina, a Fieg calcula que as barreiras podem durar até meados de 2028, porque os produtores precisam demonstrar o cumprimento das exigências durante toda a vida do animal.

Em informações repassadas pelo JNotícias, o analista econômico da federação, Saulo Nogueira, apontou o risco de outros compradores seguirem o mesmo caminho. De acordo com a Fieg, a Noruega também anunciou restrições por precaução.

Goiás, um dos grandes produtores de carne do país, dá a medida do impacto. A federação estima perda potencial de US$ 16,8 milhões por mês nas exportações do estado. Em 2025, os goianos venderam aos europeus US$ 190 milhões em produtos de origem animal, dos quais US$ 171 milhões, perto de 90%, em carne bovina. De janeiro a julho deste ano, as vendas somaram US$ 96 milhões.

Para responder às exigências, o Ministério da Agricultura e Pecuária reforçou os controles e proibiu o uso de antimicrobianos como aditivos para melhorar o desempenho dos animais. O governo também revisa a documentação e os sistemas de certificação pedidos pela UE. Enquanto isso, o setor estuda vender mais para China, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Indonésia.

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