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Polilaminina começa a ser testada em pacientes com lesão medular em 24 de setembro

Primeira fase do estudo clínico, autorizada pela Anvisa, vai recrutar cinco voluntários com lesão recente na medula para verificar se a substância criada na UFRJ é segura em humanos.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Um conjunto de instrumentos cirúrgicos dispostos sobre uma drape azul em um ambiente estéril de sala de operação.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Jonathan Borba via Pexels

A polilaminina, substância estudada há duas décadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como possível tratamento para lesões na medula espinhal, vai ser aplicada em voluntários a partir de 24 de setembro. É a data de início da primeira fase dos ensaios clínicos, segundo a farmacêutica Cristália, parceira dos pesquisadores no desenvolvimento do medicamento, em informação publicada pelo portal DPonta News.

Esta etapa não mede se o tratamento funciona. O objetivo é verificar se ele é seguro para pessoas e se os riscos não superam os benefícios. A eficácia só será avaliada nas fases seguintes.

Quem pode participar

Serão recrutados cinco pacientes, com idade entre 18 e 72 anos. As condições foram definidas na autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):

  • lesão medular completa, causada por trauma, localizada entre as vértebras T2 e T10;
  • ferimento ocorrido há menos de 72 horas;
  • indicação de cirurgia de descompressão da medula.

A substância será aplicada diretamente na medula, durante essa cirurgia, por equipes treinadas para o procedimento no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Depois da operação, os voluntários farão reabilitação na AACD e ficarão seis meses sob acompanhamento dos pesquisadores.

Como a substância age

A polilaminina é produzida em laboratório a partir da laminina, proteína que o corpo humano fabrica naturalmente. No sistema nervoso, a laminina funciona como uma espécie de suporte sobre o qual se deslocam os axônios, os prolongamentos dos neurônios que conduzem os sinais elétricos e químicos. A hipótese dos cientistas é que a versão sintética consiga refazer a ligação que se rompe quando a medula é lesionada, o que poderia permitir a recuperação de movimentos.

A descoberta é da professora Tatiana Sampaio, da UFRJ, que pesquisa o potencial da molécula há mais de 20 anos. Os primeiros resultados positivos vieram de experimentos com ratos. Na sequência, entre 2016 e 2021, a equipe conduziu um estudo-piloto em que oito pacientes submetidos à cirurgia de descompressão receberam a substância.

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