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Planos de saúde terão de cobrir mamografia digital em qualquer idade a partir de outubro

Regra da ANS derruba o limite que restringia o exame a mulheres de 40 a 69 anos; com pedido médico, a cobertura passa a valer para qualquer pessoa, inclusive homens, a partir de 1º de outubro.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Sala de exames de imagem com aparelhos de radiografia e mesa de exame.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: PURPLE24 / Pexels

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde não poderão mais recusar a mamografia digital por causa da idade ou do gênero de quem precisa do exame. Basta haver indicação médica. A mudança foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 3 de setembro, segundo reportagem da Folhapress publicada pelo Bem Paraná.

Desde 2016, a cobertura obrigatória valia apenas para mulheres entre 40 e 69 anos. Fora dessa faixa, e no caso de homens, a operadora podia negar o pedido. Com a nova regra, o que conta é a avaliação clínica, e o exame fica garantido tanto para rastrear a doença quanto para diagnosticá-la e acompanhar o tratamento.

A proposta nasceu dentro da própria agência, a partir de debates na Cosaúde, a comissão que revisa a lista de procedimentos que os planos são obrigados a cobrir. O texto passou pela área técnica e pela diretoria colegiada e foi submetido a consulta pública, com participação de entidades médicas, operadoras e sociedade civil, antes da aprovação final.

No SUS, a versão digital já é a padrão. Em vez de filme radiográfico, o aparelho registra as imagens com sensores eletrônicos, o que dá mais detalhe, reduz a radiação recebida pela paciente e diminui o incômodo da compressão da mama.

A data coincide com o início do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima, para o período de 2026 a 2028, mais de 78,6 mil casos novos por ano no país e 21 mil mortes. Entre as mulheres, é o tipo mais frequente, sem contar o câncer de pele não melanoma, e o que mais mata. Nos homens, responde por cerca de 1% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.

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