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Plano de saúde terá de cobrir DIU hormonal para quem tem endometriose

A obrigação começa em 1º de outubro e abrange o dispositivo e o implante; vale para quem não pode usar a pílula combinada ou não se adaptou a ela, com indicação prevista em bula.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Pexels via Pixabay

Mulheres com endometriose atendidas por plano de saúde vão poder pedir o DIU ou o SIU hormonal pelo convênio a partir de 1º de outubro. A cobertura passa a ser obrigatória por uma resolução da ANS, a agência que regula os planos, que saiu na terça-feira (22) no Diário Oficial da União, conforme o Bem Paraná. O texto atualiza a diretriz de utilização ligada ao rol de procedimentos que os convênios são obrigados a oferecer.

A regra vale para o dispositivo que libera o hormônio levonorgestrel e cobre tanto o fornecimento quanto o procedimento de implante. Duas condições a delimitam: atende quem tem contraindicação à pílula combinada, que junta estrogênio e progestagênio, ou não se adaptou a ela, e exige que o uso esteja previsto na bula registrada na Anvisa.

Na prática, se o médico que acompanha a paciente prescrever o dispositivo dentro desses critérios, o plano não pode negar. Diante de uma recusa sem justificativa, a beneficiária pode registrar reclamação formal na própria agência reguladora.

A novidade é a endometriose entrar como indicação. O DIU de cobre e o hormonal já tinham cobertura garantida no planejamento familiar, para mulheres em idade fértil de modo geral. No SUS, essa mesma indicação existe desde 2025.

O que é a endometriose

Na endometriose, um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro, o endométrio, passa a crescer em outros lugares do corpo: intestino, ovários, peritônio, tubas. Esse tecido responde aos hormônios do ciclo menstrual como responderia dentro do útero: cresce, se rompe e sangra. Só que ali o sangue não tem por onde sair, e o resultado é inflamação e dor.

No mundo, a doença atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde; no Brasil, o Ministério da Saúde estima de 5% a 15%. O diagnóstico costuma demorar anos, e ainda não há cura, embora o tratamento e a compreensão da doença tenham avançado.

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