Pular para o conteúdo
Hub News
Saúde Brasil

Oftalmologistas pedem duas horas diárias ao ar livre para frear miopia em crianças

Cartilha lançada em congresso de oftalmologia em Salvador fixa limites de tela por idade e será enviada a secretarias de saúde e educação de estados e municípios de todo o país.

Por Hub News

3 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Grupo de crianças se divertindo ao ar livre em um parque em Brasília, Brasil.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Kaique Lopes / Pexels

Nenhuma tela antes dos 2 anos, no máximo uma hora por dia até os 5 e, em qualquer idade, ao menos duas horas diárias fora de casa. É o que o CBO, conselho que reúne os oftalmologistas do país, e a SBOP, entidade da oftalmologia pediátrica, passaram a recomendar para conter o avanço da miopia entre crianças e adolescentes, segundo a Gazeta do Paraná.

As orientações estão na cartilha "Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos", apresentada no 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador. O documento vai para secretarias estaduais e municipais e fala com pais, escolas e profissionais de saúde e educação.

Limites por faixa etária

  • Menores de 2 anos: sem tela.
  • De 2 a 5 anos: até uma hora por dia.
  • De 5 a 10 anos: até duas horas.
  • De 10 a 18 anos: até três horas.

A ideia não é banir a tecnologia. Para os médicos, o risco está na soma de longos períodos olhando para perto com pouca luz do dia. O CBO afirma que a claridade natural funciona como proteção contra a piora do quadro, e passar tempo fora de casa, seja brincando, caminhando ou praticando esporte, também encurta as horas diante de celular, tablet, computador, videogame e livros em ambiente fechado.

O material pede ainda intervalos durante tarefas de perto, aparelhos a uma distância adequada dos olhos e filtro solar nas atividades externas. Para as escolas, sugere alternar o trabalho em tela com momentos fora da sala de aula.

Acompanhamento e sinais

Na miopia, o que está longe fica borrado, enquanto o que está perto é visto com nitidez. O CBO indica que o problema costuma aparecer e progredir sobretudo na idade escolar e na adolescência. Criança já míope deve ver o oftalmologista uma vez por ano, e semestralmente se o grau não estiver sob controle. Segundo o conselho, a falta de correção de erros de refração é a principal causa de deficiência visual infantil no Brasil e prejudica o aprendizado e a socialização.

Olhando para a tela, piscamos menos. A lágrima evapora e surge o olho seco, que provoca ardência, coceira, olhos vermelhos, sensação de areia e vista embaçada. O celular exige mais atenção por ser pequeno e usado colado ao rosto.

Merece consulta a criança que chega livros ou telas muito perto dos olhos, custa a reconhecer pessoas e objetos, esbarra ou tropeça com frequência ou enxerga mal em lugares escuros.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens oficiais, acesse os links acima.