Pular para o conteúdo
Hub News
Política Brasil

Liminar do TSE barra santinho de deputado paulista com a imagem de Bolsonaro

Ministra Estela Aranha mandou Lucas Bove (PL-SP) parar de distribuir impressos e wind banners com o ex-presidente, entendendo que a foto sugere apoio vetado pelo STF; o mérito ainda será julgado.

Por Hub News

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Tribunal Superior Eleitoral, Supreme Court for elections porpouses in Brazil.
Foto: José Cruz via Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

Material impresso de campanha que mostre Jair Bolsonaro (PL) como cabo eleitoral de um candidato passou a ter um precedente contrário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta quarta-feira (16), a ministra Estela Aranha proibiu, em caráter liminar, santinhos e outros impressos em que o ex-presidente apareça apoiando uma candidatura ou pedindo voto, segundo o Metrópoles.

O caso de Lucas Bove

A disputa envolve o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), que busca a reeleição. Nas peças questionadas, Bolsonaro aparece em posição de destaque, junto à foto, ao nome e ao número de urna do parlamentar; a ação afirma que 50 mil santinhos foram produzidos assim. Na Justiça Eleitoral paulista, o material tinha acabado liberado: o TRE-SP mudou um entendimento anterior e autorizou a distribuição, e foi dessa decisão que se recorreu a Brasília.

Agora, Bove tem de suspender a entrega dos santinhos e também dos wind banners com a imagem do ex-presidente. A ordem é provisória e vigora até o julgamento do mérito do recurso pelo TSE.

Ligação com a restrição imposta pelo STF

O fundamento é uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que impede Bolsonaro de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de outras pessoas. Na avaliação da ministra, relatada pelo Metrópoles, o rosto do ex-presidente colocado ao lado dos dados de um candidato tende a ser entendido pelo eleitor como declaração de apoio — e, por isso, poderia servir para driblar a determinação do Supremo.

O alcance é restrito. A liminar mira a propaganda em que o contexto sugere apoio atual a um nome específico e não trata de vídeos ou fotos de Bolsonaro publicados nas redes sociais.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.