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Juros básicos caem a 13,75% ao ano no quinto corte seguido do Copom

O Comitê de Política Monetária reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual por unanimidade, depois de a inflação em 12 meses desacelerar de 4,44% para 4,22% até agosto.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Banco Central do Brasil
Foto: Алексей Крашенинников via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O juro básico da economia brasileira caiu mais um degrau. O Comitê de Política Monetária do Banco Central levou a Selic de 14% para 13,75% ao ano na quarta-feira (16), em decisão unânime que cortou 0,25 ponto percentual. É a quinta redução seguida: na reunião anterior, o colegiado já havia baixado a taxa para 14%.

O espaço para o corte veio do comportamento dos preços. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu 0,32% em agosto, e a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,44% para 4,22% — dentro da faixa de tolerância da meta, cujo limite superior é 4,5%, embora ainda distante do centro, de 3%. Segundo a VTV News, o Banco Central não antecipou o que pretende fazer nas próximas reuniões e seguirá acompanhando a inflação, a atividade econômica e os riscos do cenário internacional.

No bolso de quem toma dinheiro emprestado, o efeito é indireto. A Selic serve de referência para o que os bancos cobram em empréstimos e financiamentos, e a queda abre espaço para o crédito ficar mais barato — sem que isso apareça de imediato nem na mesma proporção. Cada instituição define as próprias taxas olhando o risco do cliente, a inadimplência e o custo da operação, de modo que a parcela de um financiamento ou a fatura do cartão não encolhem sozinhas 0,25 ponto.

Para quem poupa, o movimento é o contrário. O que rende conforme a Selic ou o CDI — caso do Tesouro Selic, um título pós-fixado — tende a devolver um pouco menos daqui para a frente. Ainda assim, com a taxa em 13,75%, a renda fixa segue em patamar alto, e comparar as condições de cada aplicação pesa mais do que antes: CDB, LCI, LCA e títulos do Tesouro Direto têm regras diferentes, e o percentual anunciado não é o retorno líquido que chega ao investidor.

Nos papéis prefixados e nos atrelados à inflação entra outra variável, a marcação a mercado. Conforme a explicação do Tesouro Direto reproduzida pela VTV News, a queda dos juros negociados no mercado tende a valorizar esses títulos, enquanto a alta faz o movimento inverso — quem vende antes do vencimento pode terminar com um resultado diferente do previsto na compra.

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