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Correios levam greve nacional ao TST e pedem que paralisação seja declarada abusiva

Estatal quer que o tribunal mande retomar os serviços com urgência; plano de saúde segue como principal impasse, e entregas podem atrasar enquanto a greve durar.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Entregador passa pacote de papelão com documentos de recebimento para assinatura.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Kampus Production / Pexels

A greve dos trabalhadores dos Correios foi parar no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo o InfoMoney, com informações da Agência O Globo, a direção da estatal ajuizou um dissídio coletivo pedindo que a corte declare a paralisação abusiva e determine, com urgência, a continuidade dos serviços. Como a mediação conduzida pelo próprio TST não resultou em acordo, o reajuste e as cláusulas sociais passarão a ser definidos pelo tribunal.

Os empregados cruzaram os braços às 22h de quinta-feira (10), numa greve sem data para terminar. A adesão alcança sindicatos de todos os estados, segundo a Findect, uma das federações da categoria; a Fentect, outra federação, também entrou no movimento, e no Paraná o Sintcom-PR confirmou a participação.

O que trava o acordo

O salário deixou de ser o problema. De acordo com representantes sindicais ouvidos pelo InfoMoney, houve avanço num reajuste de 4,35% contado a partir de agosto. O impasse está na assistência médica de empregados, aposentados e dependentes: para a Findect, a empresa quer deixar de ser a mantenedora do plano de saúde, o que ameaça o custeio e o atendimento. A federação diz aguardar resposta da estatal e do governo federal. Segundo o JNotícias, os Correios afirmam que sua proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo vigente, com correção pelo INPC e manutenção da assistência à saúde.

Como fica o atendimento

A estatal informa que as agências continuam abertas e que reforçou a operação: deslocou funcionários administrativos para o trabalho operacional, remanejou veículos e organizou mutirões para manter as entregas. Ainda assim, não há balanço de adesão nem lista de unidades afetadas, e atrasos podem variar de cidade para cidade. Para casos específicos, os Correios indicam os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além dos canais digitais.

Empresa no vermelho

A paralisação chega num momento delicado. A empresa soma 15 trimestres seguidos de prejuízo e perdeu R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Em nota, a estatal disse que mantém o foco em cortar despesas, ganhar eficiência e buscar novas receitas. Segundo o InfoMoney, a direção teme que a greve prejudique a negociação de um empréstimo de R$ 7 bilhões com um grupo de bancos, parte da reestruturação e com garantia do Tesouro Nacional. Apuração do g1, republicada pela Folha de Irati, apontava que o crédito, de um consórcio com Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank, era esperado até 15 de setembro. No fim de 2025, outro grupo de bancos já havia liberado R$ 12 bilhões à empresa.

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