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Governo espera vistoria da União Europeia para retomar venda de carne bovina ao bloco

Bloco barrou carnes e mel brasileiros em 3 de setembro por dúvidas sobre antimicrobianos; frango e mel podem voltar em dois meses, mas o boi exige histórico da vida inteira do animal.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Gado branco pasta pacificamente em um campo verdejante em Paragominas, Brasil, exibindo uma vida pastoral idílica.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: MELQUIZEDEQUE ALMEIDA / Pexels

A volta da carne bovina brasileira ao mercado europeu depende de uma inspeção que a União Europeia ainda não marcou. Um integrante do governo federal ouvido pela Folhapress, sob condição de anonimato, disse que o bloco já sinalizou que mandará técnicos ao Brasil para verificar no local como o país controla o uso de antimicrobianos na criação de gado, mas que não há data definida. O texto foi publicado pelo Bem Paraná.

Desde 3 de setembro, a UE proíbe a entrada de carnes e mel produzidos no Brasil. A justificativa é que o país não demonstrou cumprir as exigências europeias sobre esses medicamentos — antibióticos, antiprotozoários e antivirais usados para tratar os animais — durante toda a vida deles.

Frango e mel na frente

Para aves e mel, o caminho está mais adiantado. A autoridade sanitária europeia concluiu em 4 de setembro uma auditoria nessas duas cadeias e, de acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, deu retorno positivo. O governo espera retomar as vendas de frango e de mel em até dois meses.

No caso do boi, o obstáculo é o tempo de criação: a regra do bloco pede que o animal não tenha recebido nenhuma substância vetada pelos europeus do nascimento ao abate. Por isso, segundo a apuração da Folhapress, dificilmente a carne bovina volta à Europa antes do segundo semestre de 2027.

Procurado pela Folhapress, o Ministério da Agricultura afirmou em nota que não é possível apontar uma data exata para a reabertura e não confirmou a previsão para 2027. A pasta não respondeu à pergunta sobre a vistoria europeia.

Garantias oferecidas

O Brasil apresentou à UE garantias de que a produção de carne bovina segue os padrões do bloco, entre elas um protocolo privado sobre uso de antimicrobianos, aprovado em junho, e normas novas do Ministério da Agricultura sobre o tema. Cabe agora aos europeus dizer oficialmente se isso basta. Não há prazo para essa resposta, mas o governo trata o assunto como prioridade, e a auditoria já feita nas aves é vista como avanço.

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