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Empregados da Caixa recusam proposta final e greve continua; veja onde ser atendido

Plano de saúde dos funcionários é o centro do impasse; banco sinalizou que pode levar o caso à Justiça do Trabalho, e caixas eletrônicos, lotéricas e canais digitais seguem funcionando.

Por Hub News

3 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Mão digita no teclado de um caixa eletrônico no Brasil.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Eduardo Soares / Pexels

Quem depende de agência da Caixa Econômica Federal deve continuar encontrando portas fechadas. Os empregados do banco decidiram na sexta-feira (11) seguir parados, depois de recusar a oferta que a direção havia classificado como definitiva para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho. A greve, sem prazo para acabar, começou na quinta-feira (10) e fechou unidades em São Paulo, no Paraná e em outros estados.

Onde conseguir atendimento

Segundo a Caixa, os caixas eletrônicos continuam funcionando, assim como a rede Banco24Horas, as lotéricas e os correspondentes Caixa Aqui, que servem para saques e serviços presenciais. Pela internet, o cliente pode usar o aplicativo, o Caixa Tem ou o Internet Banking, e há ainda o WhatsApp do banco, no 0800-104-0104. A central telefônica Alô Caixa responde pelo 0800-104-0104 no interior; em capitais e regiões metropolitanas, o número é 4004-0104.

O que travou o acordo

A divergência principal está no Saúde Caixa, o plano médico dos funcionários. De acordo com a Agência Brasil, o banco queria cobrar dos empregados contribuição de 2,3% a 4,1% do salário-base, conforme a idade. O teto anual pago por família em coparticipação iria a R$ 4,8 mil, ante R$ 3,6 mil atuais, e a consulta em pronto-socorro, fora desse teto, passaria a custar R$ 150, o dobro dos R$ 75 cobrados hoje. Quem está fora do plano teria 90 dias para entrar, e quem saísse não poderia voltar.

Em troca, a Caixa elevaria de 6,5% para 8% o teto da própria participação no custeio e adiantaria a parte que lhe cabe da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030. Fora do plano, o pacote trazia bônus de R$ 3 mil a cada empregado, a ser depositado em 18 de setembro junto com o salário corrigido, a PLR e o Super Caixa, além de R$ 236 milhões para prevenção em saúde a partir de janeiro de 2027.

A rejeição chegou a 68% entre os bancários representados pelo sindicato de São Paulo, Osasco e região, em votação concluída às 23h de sexta. A versão anterior da proposta já tinha sido derrubada por mais de 90% das bases, segundo a Contraf-CUT, a confederação dos trabalhadores do ramo financeiro.

O banco havia avisado que poderia levar o caso à Justiça do Trabalho por meio de um dissídio coletivo, processo em que o tribunal define as regras quando as partes não se entendem. Mesmo assim, a Caixa diz que segue disposta a negociar.

No Banco do Brasil, onde também houve paralisação, a maioria dos sindicatos aceitou a proposta e voltou ao trabalho na sexta; o movimento persiste em 18 bases.

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