Pular para o conteúdo
Hub News
Política Brasil

Dino tira sigilo de apuração sobre emendas ligadas ao filme Dark Horse

Ministro do STF manda à PF o material da polícia paulista; papéis do outro inquérito, sobre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, mostram cachê de US$ 4 milhões e projeções de bilheteria.

Por Hub News

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Claquete de cinema colorida sobre uma superfície clara, usada em filmagens.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Pixabay / Pexels

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público neste domingo (13) o conteúdo da investigação da Polícia Civil de São Paulo anexado ao caso Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração, na Petição 16.669, investiga se emendas parlamentares e verbas da Prefeitura de São Paulo foram desviadas e ajudaram a bancar a produção. Segundo a BBC News Brasil e a CNN Brasil, Dino também mandou a polícia paulista entregar à Polícia Federal os aparelhos, computadores, papéis e dados apreendidos.

De acordo com trechos divulgados pelo Poder360 e pelo InfoMoney, o ministro escreveu que ganha força a hipótese de um "sofisticado esquema" de desvio de dinheiro público, sobretudo de emendas federais, e citou linha de investigação sobre possíveis vínculos com o PCC — sem detalhar, como observou a BBC News Brasil, qual seria o papel da facção. O deputado Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme, aparece, no plano das hipóteses, com papel de liderança e teria feito pagamentos à produtora Go Up incompatíveis com a própria renda, segundo o Poder360.

Frias e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up, foram alvo da Operação Make Up na quinta-feira (10), com 49 mandados de busca em quatro unidades da federação, segundo a CNN Brasil. Em vídeo relatado pela BBC News Brasil, o deputado chamou a ação de "cortina de fumaça" eleitoral e disse que a emenda foi para um projeto esportivo e de letramento digital. O Poder360 procurou Frias e a Go Up e não teve resposta.

O que mostram os papéis do outro inquérito

O caso tem um segundo braço, relatado por André Mendonça, sobre o dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), investigado desde julho por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Documentos liberados na sexta (11) indicam que o contrato previa US$ 24 milhões; ao menos US$ 12,3 milhões foram enviados em 2025 a um fundo nos Estados Unidos que tem como agente legal o advogado de Eduardo Bolsonaro.

Segundo a BBC News Brasil, a planilha de custos reservava US$ 4 milhões ao "talento principal", o que aponta para o protagonista, Jim Caviezel. Notas entregues pela produtora, relatadas pelo Estadão, somam mais de R$ 800 mil em hotel e segurança do ator em São Paulo. A PF vê valores fora do padrão do mercado audiovisual brasileiro, o que não configura crime por si só, mas pede aprofundamento. O diretor Cyrus Nowrasteh disse no X que as comparações misturam custo de produção e de marketing.

No pior cenário, os produtores projetavam arrecadar US$ 45 milhões, quase o dobro da maior bilheteria nacional, com retorno de 20% a Vorcaro, segundo o Estadão. O sócio americano da Go Up, Michael Brian Davis, afirmou em e-mail anexado ao inquérito que só entregará documentos dos gastos nos EUA por ordem da Justiça americana. Flávio nega irregularidades e disse, segundo a BBC News Brasil, que a liberação dos papéis teve impacto "zero".

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens oficiais, acesse os links acima.