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Compra de até US$ 50 em site estrangeiro fica sem imposto de importação

O Congresso aprovou em definitivo o fim da cobrança de 20% sobre encomendas vindas de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, e o texto seguiu para sanção presidencial.

atualizado em 10/09, 18:21 2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Close-up de pacotes entregues na soleira da porta, simbolizando compras online e entrega em casa.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: RDNE Stock project / Pexels

Quem faz compras em plataformas estrangeiras deixa de pagar o imposto de importação de 20% cobrado sobre encomendas de até US$ 50, algo em torno de R$ 257. O plenário do Senado aprovou em 3 de setembro, por votação simbólica, a medida provisória que derruba a cobrança, no mesmo dia em que os deputados haviam feito o mesmo. O texto seguiu para sanção presidencial e passa a valer em definitivo.

Apelidada de taxa das blusinhas, a cobrança pegava principalmente roupas e acessórios de baixo valor vendidos por Shein, Shopee e AliExpress e entregues por remessa postal. A medida provisória 1.357, editada pelo governo, perdia a validade em 8 de setembro, o que empurrou as duas Casas a votá-la na mesma semana.

Junto com a isenção, o texto corta pela metade, de 60% para 30%, a alíquota que incide sobre encomendas de até US$ 3 mil vindas do exterior pelo correio. Também elimina a cobrança sobre medicamentos importados que não têm equivalente fabricado no país, emenda acrescentada pela relatora, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

A relatora incluiu ainda um acompanhamento periódico a cargo do Ministério da Fazenda, que deverá medir o que a isenção provoca em emprego, renda, competitividade e arrecadação. O primeiro relatório sai em novembro e os seguintes devem vir a cada seis meses, com participação de setores como têxtil, vestuário e calçados. Duas propostas ficaram de fora do parecer: obrigar que as encomendas passem pelos Correios e criar compensações tributárias para quem produz no Brasil.

A tramitação foi disputada. Indústria e varejo pressionaram o Congresso contra o fim do tributo. Na comissão mista, conforme o relato da Agência Brasil publicado pelo Bem Paraná, o senador Izalci Lucas (PL-DF) disse ser contra taxar, mas cobrou isonomia, ao argumentar que baixar alíquotas favorece o trabalhador de fora em prejuízo do brasileiro. Ainda segundo o Bem Paraná, ao defender o texto, Leila Barros sustentou que tributar pesadamente as pequenas remessas onerava justamente as famílias de menor renda, enquanto quem viaja ao exterior mantém isenção para compras de até US$ 1 mil.

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