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Cemaden estima seis ou mais episódios de calor extremo no Brasil até dezembro com El Niño

A estimativa se baseia em 47 anos de registros em períodos de El Niño; a previsão aponta calor intenso no Centro-Sul, mais chuva no Sul, seca no Norte e no Nordeste e risco maior de incêndios.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de uma paisagem rachada e seca sob um céu claro, destacando o impacto das mudanças climáticas.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Long Bà Mùi via Pexels

O Brasil pode enfrentar pelo menos seis ondas de calor até o fim de dezembro, segundo estimativa do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgada pela Gazeta de São Paulo e pelo portal ND+. O cálculo parte de 47 anos de registros de temperatura em períodos de El Niño, o aquecimento das águas do Pacífico que altera o regime de chuvas e de temperatura no país.

De acordo com o ND+, a pesquisadora Mabel Calim Costa, especialista em ondas de calor do Cemaden, ressalta que o total pode superar essa média. O período mais recente com El Niño mostra por quê: entre agosto e dezembro de 2023 e de 2024, o país teve nove ondas de calor, o maior número desde o início da série histórica, em 1979, e mais que o dobro da média nacional de quatro episódios.

Para setembro, a previsão indica temperaturas acima da média em grande parte do território, com possibilidade de marcas até 3 graus acima do normal, conforme o meteorologista Marcelo Seluchi, citado na mesma reportagem. O cenário descrito combina calor intenso no Centro-Sul e aumento das chuvas na Região Sul, com Norte e Nordeste mais expostos à seca.

O que conta como onda de calor

Pelo critério da Organização Meteorológica Mundial, adotado pelo Cemaden, o episódio se caracteriza quando a temperatura máxima fica entre os 10% mais altos da média de 30 anos por pelo menos três dias consecutivos. Em nota técnica publicada em maio, o centro apontou que esses eventos vêm crescendo em todos os estados, sobretudo no Norte e no Nordeste, e registrou que 2023, 2024 e 2025 foram os anos mais quentes já medidos no planeta.

Fogo e intensidade em aberto

O calor vem acompanhado de risco de incêndio. Segundo o ND+, análise conjunta do CPTEC/Inpe, do Inmet e da Funceme colocou 560 municípios em alerta alto para fogo, numa área de mais de 3 milhões de quilômetros quadrados — mais de 35% do território nacional. A faixa entre a Amazônia e o Pantanal é apontada como a mais vulnerável.

A força do El Niño deste ano ainda não está definida. A reportagem do ND+ ressalva que não é possível afirmar, por enquanto, se os efeitos repetirão os de 2023 e 2024 ou se o episódio chegará perto do de 1998, lembrado como um dos mais fortes da história.

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