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Caderneta de poupança tem fuga líquida de R$ 10,5 bilhões em agosto com Selic a 14%

Dados do Banco Central apontam o terceiro mês consecutivo de déficit na modalidade, com retiradas superando os aportes em R$ 57,1 bilhões no acumulado de 2026.

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Imagem ilustrativa: Close-up detalhado de moedas brasileiras exibindo várias denominações sobre uma superfície branca limpa.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Daniel Dan / Pexels

Os resgates efetuados por investidores e correntistas na caderneta de poupança superaram os novos depósitos em R$ 10,5 bilhões durante o mês de agosto. O balanço estatístico oficial foi emitido pelo Banco Central (BC) e divulgado pelo jornal Tribuna do Paraná, confirmando a persistência da saída líquida de capitais da aplicação mais popular do país.

Ao longo do mês de agosto, o volume de saques atingiu R$ 368,2 bilhões, superando os aportes registrados no sistema, que totalizaram R$ 357,7 bilhões. O resultado negativo marca o terceiro mês consecutivo em que os correntistas retiraram mais recursos do que aplicaram. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as retiradas líquidas na modalidade já somam R$ 57,1 bilhões, sendo que o mês de maio foi o único a registrar saldo superavitário no decorrer do ano.

Apesar da sequência de déficits mensais, o saldo global depositado no instrumento financeiro segue em patamar superior a R$ 1 trilhão, sustentado em parte pelos rendimentos creditados aos poupadores, que somaram R$ 6,5 bilhões no último período. Analistas de mercado apontam que a manutenção da taxa básica de juros (Selic) no patamar de 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) configura o fator determinante para a transferência de poupança rumo a títulos de renda fixa de remuneração mais competitiva.

O quadro dá continuidade à tendência de esvaziamento observada nos últimos exercícios fiscais, nos quais as perdas líquidas alcançaram R$ 87,8 bilhões em 2023 e R$ 85,6 bilhões no ano passado. Embora o Copom tenha iniciado uma flexibilização monetária no início do ano, as pressões externas sobre combustíveis decorrentes do conflito no Oriente Médio têm limitado o ritmo de novas reduções nos juros.

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