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Batata e café derrubam a cesta básica em 25 das 27 capitais em agosto

Só Maceió e São Luís registraram alta no mês, mas na comparação com um ano atrás a conta do supermercado ficou mais pesada em 25 capitais, segundo o levantamento do Dieese.

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Imagem ilustrativa: Mercado movimentado ao ar livre no Rio de Janeiro com frutas e verduras frescas sob uma cobertura.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Jonathan Borba / Pexels

O mês de agosto aliviou a conta do supermercado em quase todo o país. O custo da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais, conforme a pesquisa que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos faz todo mês em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.

Quatro produtos explicam o resultado: feijão, tomate, café em pó e batata. A batata barateou em todas as cidades do centro-sul, e o café em pó ficou mais em conta em 23 capitais. Na direção contrária, subiram na maioria das cidades o arroz agulhinha, o leite integral, o óleo de soja e o pão francês.

As reduções mais fortes apareceram no Norte e no Nordeste. Passaram de 3% em Salvador, com 3,30%, Cuiabá, com 3,37%, e Aracaju, com 3,89%. Acima de 4% ficaram Boa Vista, 4,47%, Manaus, 4,55%, e Rio Branco, que teve o maior recuo do país, 4,68%. Só duas capitais fecharam o mês no vermelho: Maceió, com alta de 1,43%, e São Luís, com 0,78%.

O alívio, porém, é recente. Em doze meses a cesta encareceu em 25 capitais, e só ficou mais barata em Brasília, com queda de 0,64%, e em Palmas, com 0,27%. No outro extremo, Vitória subiu 6,26% no período, Cuiabá avançou 6,42% e Goiânia liderou, com 7,51%.

A capital paulista segue sendo onde a alimentação básica mais custa: R$ 900,59 em agosto. O grupo logo abaixo é quase um empate, com Florianópolis a R$ 850,90, o Rio de Janeiro a R$ 851,19 e Cuiabá a R$ 851,57.

As cestas mais em conta estão no Nordeste. A menor do país é a de Aracaju, R$ 570,98. Salvador aparece com R$ 628,89, e Maceió, a R$ 627,45, empata na prática com Natal, a R$ 627,42.

O instituto usa a cesta mais cara do país para calcular quanto precisaria valer o piso salarial. Segundo a Tribuna do Paraná, essa conta, feita em junho, chegou a R$ 7.565,86 — 4,67 vezes o salário mínimo em vigor, de R$ 1.621. O parâmetro é o que manda a Constituição: o piso deve dar conta de moradia, alimentação, transporte, saúde, educação, higiene, vestuário, previdência e lazer de uma família.

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