Pular para o conteúdo
Hub News
Economia Brasil

Banco Central corta Selic para 13,75% e não indica o rumo dos juros até dezembro

Quinta redução seguida tira 0,25 ponto da taxa básica, que era de 15% em janeiro; comunicado repete o de agosto e não diz o que o Copom fará em novembro e dezembro.

Por Hub News

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Banco Central do Brasil
Foto: Алексей Крашенинников via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Os juros básicos do país caíram de novo. Nesta quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo: em janeiro, a taxa estava em 15%.

A Selic é a taxa básica da economia brasileira e serve de referência para as demais taxas de juros praticadas no país.

O comitê, porém, não sinalizou o que pretende fazer nas duas reuniões que restam no ano, marcadas para 3 e 4 de novembro e para 8 e 9 de dezembro. Segundo levantamento do Metrópoles, que comparou os comunicados, a nota desta quarta mantém o mesmo texto da divulgada em agosto — quando a taxa passou de 14,25% para 14% — nos trechos sobre os próximos passos.

Mais uma vez, o Copom afirmou que o tamanho total do que chama de ciclo de calibração será definido conforme surgirem novas informações, com o objetivo de levar a inflação de volta à meta. O colegiado descreveu um cenário de incerteza elevada, com expectativas desancoradas e riscos altos em torno de suas projeções, e disse que esse quadro pede cautela e serenidade na condução dos juros. Também declarou que seguirá acompanhando os dados para manter o nível de restrição que julga adequado.

O que mudou nas projeções

A diferença entre os dois comunicados ficou nas expectativas do mercado, colhidas semanalmente pelo BC no boletim Focus. Os economistas consultados agora projetam inflação de 4,9% em 2026 e de 4,3% em 2027. Em agosto, as estimativas eram de 5,0% e 4,2%, respectivamente — ou seja, um pouco menos de inflação neste ano e um pouco mais no próximo.

Já a projeção do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028, período que o comitê usa hoje como horizonte relevante para suas decisões, não se moveu e continua em 3,2%, o mesmo patamar de agosto.

  • Selic
  • Copom
  • Banco Central
  • Taxa de juros
  • Inflação
  • Boletim Focus
  • Política monetária

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.