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Até um em cada quatro pacientes de cirurgia estética pode ter dismorfia corporal

Estudo aponta que 24% de quem busca procedimentos estéticos pode ter o transtorno; especialistas ouvidos pela CNN Brasil listam os sinais que pedem atenção antes de uma intervenção.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Mulher com cabelo trançado olhando seu reflexo no espelho do banheiro.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Becca Correia / Pexels

Uma parcela expressiva de quem procura cirurgia plástica ou procedimento estético pode estar lidando com um problema que o bisturi não resolve. Uma meta-análise publicada no Journal of Cosmetic Dermatology estimou que até 24% desses pacientes podem ter transtorno dismórfico corporal, condição de saúde mental marcada pela preocupação excessiva com um ou mais traços da própria aparência.

O tema ganhou espaço no Setembro Amarelo, mês dedicado à saúde mental, em reportagem da CNN Brasil reproduzida pela Folha de Irati.

À emissora, a cirurgiã plástica Carine Barreto afirmou que identificar o transtorno antes de indicar uma cirurgia é essencial para proteger o paciente. Ela diferencia o desejo de corrigir algo que incomoda da crença de que a mudança vai resolver a vida inteira: quando a expectativa deixa de ser realista, cabe ao médico investigar o que motiva o pedido. Segundo a cirurgiã, uma operação altera o corpo, mas não trata uma condição psíquica.

Entre os sinais de alerta citados por ela estão o descontentamento desproporcional com um detalhe quase imperceptível, a procura repetida por procedimentos, a esperança de uma transformação total e a frustração que não passa.

Também à CNN Brasil, o cirurgião plástico Alexandre Kataoka descreveu o transtorno como um foco obsessivo em um defeito que a pessoa enxerga em si mesma, o que pode levar a uma sequência de intervenções estéticas e a excesso de exercícios físicos.

A psicóloga Fabiane Gonçalves, ouvida pela mesma reportagem, disse que a origem é genética e neuroquímica, mas que o ambiente familiar e fatores psicológicos e sociais podem favorecer o quadro. Os sintomas incluem baixa autoestima, atenção exagerada a defeitos muitas vezes imaginários, conferência repetida no espelho, autocrítica constante e isolamento.

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